Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais

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*Pedido sob encomenda (envio a partir de 30/10)

Desde meados do século passado ampliaram-se muito nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

O livro que o leitor tem em mãos mostra, contudo, com refinamento conceitual e erudição, que houve várias utopias na Idade Média, cuja compreensão ajuda a lançar luz sobre não poucos aspectos do Ocidente atual.

Disponível por encomenda

Descrição

A motivação em estudar as utopias medievais decorre, justamente, do desejo de
perceber como a crítica ao presente histórico gerou fantasias ou colocadas no próprio
presente, mas em outro espaço, ou colocadas no próprio espaço, porém em outro tempo.
Quais foram tais devaneios, tais ideais, tais projetos? Qual sua função? Há mais de um
século, Émile Durkheim observou que toda sociedade nasce e se refaz periodicamente
a partir de um modelo considerado perfeito, por isso “a sociedade ideal não está fora da
sociedade real, faz parte dela”, toda sociedade é constituída, antes de tudo, “pela ideia
que faz de si mesma”. A verificação dessa hipótese pouco foi, contudo, feita em relação
à Europa medieval, mesmo se no último meio século a historiografia especializada tem
buscado prismas inovadores na tentativa de uma reconstrução tão detalhada e refinada
daquela região naquela época quanto possível nos limites da documentação e dos métodos
de trabalho próprios às ciências humanas. Se amplos e tradicionais temas – política,
economia, sociedade, literatura, artes plásticas, religião – não foram, e não devem ser,
abandonados, passaram a merecer olhar diferente. Bernard Guenée, por exemplo, percebeu
em 1980 que “a vida e a solidez dos Estados depende menos de suas instituições
que das ideias, dos sentimentos e das crenças dos governados”. Passadas, porém, quase
quatro décadas desde aquela arguta observação, ainda não se incluiu no medievalismo o
estudo sistemático das utopias.

Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais

Informação adicional

Peso 0.870 kg
Dimensões 18 × 25 × 4 cm
Ano

2021

Edição

1ª Edição

Encadernação

Capa dura

Páginas

552

ISBN

9786599195129

Autor(es)

  • Hilário Franco Júnior
    Hilário FRANCO JÚNIOR, professor aposentado do Departamento de História-USP, doutorou-se nessa instituição e fez o pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales com Jacques Le Goff. Dentre seus livros estão A Eva Barbada. Ensaios de Mitologia Medieval (Prêmio Jabuti 1997), Cocanha. A História de um País Imaginário (Prêmio Jabuti 1999, Prêmio Oliveira Martins Especial do Júri 2000, Prêmio Finale Ligure di Storia Medievale 2001 pela edição italiana desse livro), A Dança dos Deuses. Futebol, Sociedade, Cultura.

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